top of page

É preciso aprender com as crises



Os desafios trazidos por uma crise são assustadores, desanimadores para muitos e encorajadores para aqueles que são realmente empreendedores. As crises são ótimas escolas que nos forçam a aprender na prática e de forma rápida como sair do “buraco”, porque temos apenas duas opções: Nos acovardar e lamentar até fechar as portas, ou arregaçar as mangas e encarar os desafios. E é incrível como nesse momento que decidimos encarar a crise, que vem a virada de chave em nosso negócio, como também em nossa vida. É nesse momento que descobrimos nossas forças, nosso potencial que estava escondido, e começamos a nos reinventar e descobrir novas possibilidades.


Confesso que adoro uma crise, pois me sinto mais forte e determinada.


A pandemia de COVID-19 forçou os varejistas em todo o mundo a analisar seriamente o seu modelo de negócios, agora e no futuro. Pequenos empresários tiveram que acelerar a aprendizagem com o digital, para sobreviverem.

Como em toda crise de escala mundial, as mudanças acontecem em todos os setores da economia, e os pequenos negócios sofrem muito por não estarem preparados com uma gestão de risco adequada.


Toda mudança dói e transforma, pois precisamos fazer escolhas, e isso não é fácil, principalmente quando não estamos preparados.


Nessa crise da COVID-19, foi preciso escolher sair do ciclo vicioso e deixar de lado as amarras e gambiarras do passado. Não dá mais para sobreviver com base no que fizemos durante toda nossa vida de empreendedor. Desculpas do tipo: vou fazer igual a todos, ou vou fazer como vinha fazendo antes, foi assim que aprendi e fiz a vida inteira, sou velho demais para aprender a trabalhar com o digital, e muitas outras desculpas; não são mais aceitáveis. Se você deseja permanecer com suas portas abertas e tendo lucro terá que estar aberto para uma nova mudança e principalmente para uma mudança de mentalidade. Empresas terão que abandonar a “gambiarra digital”, muito comum em pequenas empresas, e escolher algum tipo de plataforma digital, mesmo que seja pequena, se quiserem sobreviver.

O comércio online é realidade em todo o mundo, a pandemia só deu uma acelerada nesse processo, fazendo com que empresas atravessassem a ponte do tradicional para o digital. Não existe nenhum setor da economia global que possa dizer que não tem necessidade do digital, quem pensa assim está fadado a fechar a empresa.

Mudar é preciso! criatividade e inovação nas empresas é urgente.

Em toda crise, é preciso pensar com cautela e agir com rapidez para não ficar para trás. Nessa crise pela qual estamos passando, devemos pensar em ações como:

  • Melhorar a experiência do cliente e a qualidade do fornecimento;

  • Aprender a fazer análises cautelosas para tomada de decisões mais rápidas e certeiras;

  • Incluir ou melhorar a vitrine virtual da sua empresa;

  • Otimizar a gestão para diminuir tempo e ter mais lucro;

  • Melhorar o sistema de comunicação na empresa;

  • Desenvolver produtos e serviços diferenciados;

  • Descobrir novas formas de se posicionar no mercado;

  • Criar um ambiente propício à inovação e a criatividade.

O que é preciso para inovar e fomentar a criatividade?

Primeiro é importante conhecer sua empresa. E você só conhecerá a empresa que tem, através de análises, pesquisas, gráficos.


Um bom, simples e criativo exercício que pequenos empresários podem fazer para conhecer sua empresa é a Análise de SWOT ou como é conhecida aqui no Brasil, análise FOFA.


Depois, precisa saber quais são os objetivos da empresa, a missão, visão, valores e propósitos.


Essa é a base para começar qualquer negócio, qualquer projeto ou mudanças.


Ao estabelecer os objetivos organizacionais é preciso ter em mente que a gestão de criatividade e inovação deve focar no incentivo dos processos criativos e inovadores, em um plano estratégico bem elaborado, com ações que levem à realização das metas pré-estabelecidas, para que saiam do papel.


Se antes as empresas comunicavam com um anúncio em um jornal, panfletos, carros de som, agora deve ser feito com base em uma estratégia de marketing digital, que envolve publicação de conteúdo, interação em redes sociais e identificação com a marca.


Com uma concorrência acirrada, com mudanças constantes no mundo corporativo, o empresário precisa estar constantemente em busca de um diferencial competitivo, que torne o seu produto ou serviço suficientemente interessante para atrair o interesse do consumidor final.


E como permanecer com uma empresa sustentável e em crescimento?


Buscar melhoria contínua e inovar. A inovação e a criatividade são dois mecanismos muito interessantes no mundo globalizado. Posicionar sua marca é o primeiro passo para conquistar mais clientes.


Como incentivar a criatividade na empresa para que possa inovar e sair na frente do concorrente?


Costumo dizer que estudar Artes Visuais me ajudou muito na forma de empreender. Por isso defendo a criatividade no empreendedorismo, para crescer sem ter que investir muito.


Ouço muitos consultores falando que não é fácil implantar a criatividade e inovação nas empresas, e eu digo que sim, que é fácil, quando você está aberto às mudanças, quando você muda sua forma de pensar e consequentemente de agir.


Para ter criatividade é preciso aprender a enxergar, e não apenas ver. É preciso aprender a escutar, e não apenas ouvir.


Enxergue o seu lado criativo, fique íntimo dele e deixe-o aflorar. Enxergue seus colaboradores e escute as opiniões deles, deixe-os falar.


Quando você escutar as pessoas ao seu redor (família, colaboradores, clientes) você começará a descobrir oportunidades que antes você não as via, porque não estava aberto às mudanças.


Vou citar um exemplo que aconteceu conosco alguns anos atrás.


Tínhamos um supermercado e um dia um cliente me encontrou tomando um café na padaria do mercado e ele me disse que sentia - se incomodado em vir em nosso mercado, mas como nossos produtos eram de qualidade e ele encontrava sempre o que procurava, era próximo da casa dele, então ele se obrigava a ir todos os dias para comprar alguma coisa. E que naquele dia ele criou coragem para falar e fazer um pedido, para trocar as músicas que tocavam em nosso mercado todos os dias, porque nós estávamos perdendo clientes. Confesso que fiquei em choque por um momento, e em seguida pedi que desligassem o som. Foi uma sensação estranha, de repente, reinou um silêncio absoluto, começamos a ouvir os outros. Naquele dia foi só o som das vozes, dos risos, das brincadeiras ditas nos caixas. Tudo parecia diferente. No dia seguinte começamos uma pesquisa com nossos clientes, com nossos funcionários e fizemos um planejamento estratégico com o objetivo de atender a todos os gostos musicais. Então montamos uma seleção de músicas que pudessem agradar a todos, mas sendo tocadas em um volume que pudéssemos sentir que havia uma música no ambiente, sem perturbar nossos ouvidos.


Confesso que foi uma surpresa, pois nunca tínhamos parado um instante para realmente ouvir, sentir, escutar aquelas músicas que eram tocadas. Nós estávamos tão acostumados com elas que não aprendemos a escutar, nós apenas ouvíamos. E o mais interessante é que nenhum de nós gostávamos daquele ritmo. E por que nunca reclamamos? Porque o pior dos males é quando nos acostumamos com algo, deixamos de enxergar, deixamos de escutar, deixamos de ver.


Criatividade nas empresas, não é difícil de implantar, não é caro, é simples e barato, basta estar com olhos e ouvidos atentos e abertos a novas oportunidades.


Malu Iasuki- Coach Empresarial e Mentora em Negócios

Especialista em Gestão Produtiva e Lucratividade


6 visualizações0 comentário

Comments


bottom of page